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domingo, 5 de fevereiro de 2017

PT VIROU CASA DA MÃE JOANA ?





Esta semana vimos uma cena deplorável de Senadores e Senadoras do PT eleitos e eleitas por uma militância e eleitores em geral que acreditaram em suas propostas e nas do Partido que era de defender a democracia estava acima de tudo. Além disso, os programas dos candidatos eleitos e eleitas em 2010 e 2014 estavam de acordo com o projeto político nacional do Partido, do governos Lula e dos governos Dilma.

Em 2016 vimos o golpe, apelidado de impeachment, e os piores corruptos da política nacional assumiram o controle do país impondo uma recessão gigantesca,cortes de verbas sociais,perseguição política implacável contra o PT e Lula, contra a militância de esquerda. Nos tornamos alvos de um ódio sem precedentes, e buscamos resistir acima de tudo, muitos tombaram, outros desistiram ou quase desistem.

Quando mais se precisa da nossa bancada federal para que lá dentro se consolide uma resistência contra esse governo usurpador de Temer e sua gang golpista, alguns senadores e senadoras que acham donos de seus mandatos NOS TRAEM SEM DÓ E PIEDADE E ACEITAM POR UMA MÍSERA PARTICIPAÇÃO NA MESA DIRETORA NA VICE,DO VICE,DA VICE TORNANDO-SE ASSIM ALIADOS DOS GOLPISTAS.

Todos sabemos que esse governo é ilegítimo e tudo que eles decidem são também ilegítimos porque houve um golpe sem crime de responsabilidade. Ao votarem ao lado dos golpistas esses senadores e senadoras deram voto ao golpe, a conspiração, a traição, aos desmandos contra o povo brasileiro.

SINTO MUITO, MAS SE NO PT TIVERMOS UM CONSELHO DE ÉTICA QUE FUNCIONE DE VERDADE...ELES TEM QUE SEREM EXPULSOS POR DESCUMPRIMENTO DO PROJETO POLÍTICO PARTIDÁRIO!

Só espero que não usem a morte de Dona Marisa como cortina de fumaça para não debater-se tamanha gravidade partidária de seus membros com mandato!

Professor Augustão (Historicamente na Luta!)

sexta-feira, 13 de maio de 2016

DO GOVERNO GOLPISTA DE TEMER SÓ SE ESPERA O PIOR



Em menos de 24 horas após ter assumido através de um golpe o governo do Brasil, Michel Temer já mostrou para o que veio:

Não nomeou nenhuma mulher para qualquer pasta;

Extinguiu diversos Ministérios que lidavam com causas sociais de extrema relevância para a sociedade como o de Mulheres,etc...

Nomeou 7 Ministros corruptos para terem foro privilegiado;

Extinguiu a CGU que era a principal ferramenta contra a corrupção no país;

Extinguiu o MinC (Ministério da Cultura) que agora vai voltar a ser parte integrante do Antigo MEC dos tempos da Ditadura Militar;

E O QUE DEVE ESPERAR O(A) TRABALHADOR(A)?

O PIOR É CLARO!

Professor Augustão (Historicamente na Luta!)


segunda-feira, 9 de maio de 2016

SENADO NÃO PODE CONTINUAR RITO DO IMPEACHMENT




decisão de anulação do processo de impeachment pelo presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), pode ser revisto por meio de recursos, tanto para a própria Câmara dos Deputados, quanto para o STF (Supremo Tribunal Federal), conforme explicou os especialistas ouvidos pelo R7. Até lá, o processo de impedimento não pode continuar no Senado, apesar de o relatório do senador Anastasia já ter sido votado na comissão. 
De acordo com o professor de direito constitucional da Universidade Presbiteriana Mackenzie Flávio de Leão Bastos Pereira, até o julgamento final de todos os recursos que deverão ser propostos, o processo no Senado fica suspenso.
— Trata-se de um ato político-administrativo da Câmara, ou seja, o Senado não pode continuar com o processo, pois precisa da admissibilidade para seguir. Então, o que já foi feito no Senado está prejudicado. 
João Vicente Neves, pós-graduado em Direito Público pela Escola Superior do Ministério Público de São Paulo, explica que o processo deverá voltar para a Câmara dos Deputados, independentemente de o relatório produzido pelo senador Anastasia (PSDB) já ter sido votado no Senado.
— É como se você construísse uma casa e tirasse o alicerce de baixo. Se a decisão de baixo foi tirada, a continuidade do processo não existe.
Sobre os recursos
Segundo Pereira, no caso de a oposição entrar com uma liminar no STF, ela “poderá ser julgada pelo relator ou pelo plenário”.
— Para essa decisão do presidente da Câmara cair, a oposição precisará apresentar argumentos contundentes, pois como STF vai anular a decisão de um presidente de um outro poder, que é o legislativo, se não tiver ocorrido grave violação a Constituição Federal?
Já o recurso que eventualmente for proposto na Câmara é julgado pela própria mesa diretora.
Caso os recursos sejam todos negados, o professor do Mackenzie explica que o processo de impeachment deverá começar novamente. Ou seja, deverá ser composta uma nova comissão, caso a comissão vote pela admissibilidade, o relatório vai novamente ao julgamento do plenário da Câmara. 
*Colaborou: Luis Jourdain, estagiário do R7

quarta-feira, 20 de abril de 2016

PT : NÃO HAVERÁ TRÉGUA PARA O TRAIDOR GOLPISTA




RESOLUÇÃO POLÍTICA
Reunido no dia 19 de abril de 2016, em São Paulo, o Diretório Nacional do PT aprovou a seguinte resolução política:
A admissão do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados representa um golpe contra a Constituição. Viola a legalidade democrática e abre caminho para o surgimento de um governo ilegítimo. Escancara, também, o caráter conservador, fundamentalista e fisiológico da maioria parlamentar eleita pelo peso do poder econômico e de negociatas impublicáveis.
As forças provisoriamente vitoriosas expressam coalizão antipopular e reacionária. Forjada no atropelo à soberania das urnas, aglutina-se ao redor de um programa para restauração conservadora, marcado por ataques às conquistas dos trabalhadores, cortes nos programas sociais, privatização da Petrobras, achatamento dos salários, entrega das riquezas nacionais, retrocesso nos direitos civis e repressão aos movimentos sociais. O programa neoliberal difundido pela cúpula do PMDB, “Uma Ponte para o Futuro”, estampa com nitidez várias destas propostas.
A coalizão golpista é dirigida pelos chefões da corrupção -- trabalhados por setores incrustados nas instituições do Estado, no Judiciário e na Polícia Federal --, da mídia monopolizada e da plutocracia, como deixou clara a votação do último domingo. Presidida por Eduardo Cunha -- réu em graves crimes de suborno, lavagem de dinheiro e recebimento de propina -- a Câmara dos Deputados foi palco de um espetáculo vexaminoso, ridicularizado inclusive pela imprensa internacional. O Diretório Nacional reitera a orientação da nossa Bancada para prosseguir na luta pelo afastamento imediato do presidente da Câmara dos Deputados.
O circo de horrores exibido no domingo reforça a necessidade de uma reforma política e da democratização dos meios de comunicação.
Subjugada por pressões e traições patrocinadas por grupos políticos e empresariais dispostos a recuperar o comando do Estado a qualquer custo, a maioria parlamentar tenta surrupiar o mandato popular da companheira Dilma Rousseff para entregá-lo a um receptador sem voto. Uma presidenta eleita por mais de 54 milhões de votos, que não cometeu qualquer crime e contra a qual não pesa nenhuma acusação de corrupção. O Partido dos Trabalhadores manifesta irrestrita solidariedade à companheira Dilma Rousseff, contra as mais diferentes formas de violência que vem sofrendo.
O Partido dos Trabalhadores saúda todos e todas parlamentares e governadores que se mantiveram firmes contra a farsa e o arbítrio. Cumprimenta também o presidente, dirigentes e os/as parlamentares do PDT por sua postura digna e combativa. E expressa seu reconhecimento aos/as deputados/as que tiveram a valentia de afrontar o pacto de seus próprios partidos diante da conspiração comandada pelo vice traidor Michel Temer e seus sequazes.
Apesar de minoritária na Câmara, a resistência antigolpista cresceu formidavelmente nas últimas semanas, retirando o governo da situação de defensiva e cerco em que antes se encontrava. E a resistência ampliou-se qualitativamente, com a firme participação de jovens, intelectuais, juristas, artistas e dos mais diversos setores da sociedade e dos movimentos populares.
O Partido dos Trabalhadores congratula-se com os homens e mulheres que participam da campanha democrática, muitos dos quais com críticas à administração federal, destacando o papel organizador e unitário da Frente Brasil Popular, aliada à Frente Povo sem Medo, que participam da luta democrática e que avaliam novas formas de luta popular.
Também reconhecemos a vitalidade dos movimentos sociais, a abnegação e a combatividade de nosso aliado histórico, o Partido Comunista do Brasil.
Prestamos igualmente nosso respeito, entre outras agremiações, ao Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) e ao Partido da Causa Operária (PCO), que têm sido oposição aos governos liderados pelo PT, mas ocupam lugar de vanguarda na defesa da democracia.
Fazendo autocrítica na prática, o Partido dos Trabalhadores tem reaprendido, nesta jornada, antiga lição que remete à fundação de nosso partido: o principal instrumento político da esquerda é a mobilização social, pela qual a classe trabalhadora toma em suas mãos a direção da sociedade e do Estado.
Perdemos apenas a primeira batalha de um processo que somente estará finalizado quando as forças populares e democráticas tiverem derrotado o golpismo. Conclamamos, assim, à continuidade imediata das manifestações e protestos contra o impeachment, sob coordenação da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo, dessa feita com o objetivo de pressionar o Senado a bloquear o julgamento fraudulento autorizado pela Câmara dos Deputados.
Um evento simbólico e incentivador nessa direção pode ser a realização de jornadas de luta em todo o País, culminando com um 1º. de Maio unitário de repúdio ao golpe, defesa da democracia e de bandeiras da classe trabalhadora.
O Partido dos Trabalhadores recomenda à presidenta Dilma Rousseff que proceda imediatamente à reorganização de seu ministério, integrando-o com personalidades de relevo e representantes de agrupamentos claramente comprometidos com a luta antigolpista, além de incorporar novos representantes da resistência democrática.
Também indicamos que o governo reconstituído deve dar efetividade aos projetos do Minha Casa Minha Vida, das iniciativas a favor da reforma agrária, bem como de medidas destinadas à recuperação do crescimento econômico, do emprego e da renda dos trabalhadores.
O Partido dos Trabalhadores jogará todas as suas energias, em conjunto com os demais agrupamentos e movimentos democráticos, estimulando os Comitês pela Democracia e contra o Golpe. Em cada cidade e Estado, em cada local de trabalho e estudo, vamos nos mobilizar para deter a aventura golpista e defender a legalidade, exigindo que o Senado respeite a Constituição.
Se a oposição de direita insistir na rota golpista, reafirmamos que não haverá trégua nem respeito frente a um governo ilegítimo e ilegal.
São Paulo, 19 de abril de 2016.